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"SÓ SE LEMBRARÁ QUEM HOJE VIVER. SÓ HAVERÁ HISTÓRIA AMANHÃ SE HOJE VOCÊ A ESCREVER"

domingo, 24 de junho de 2012

O CUBO DA VIDA

Às vezes nossa vida parece um cubo mágico
Ajeitando um lado o outro fica embaralhado
das cores tristes e desorganizadas
escondem a alegria que já teve cada quadrado.


O verde que falava da natureza
tentei colocar tudo do mesmo lado
mas tentando ajeitá-lo esqueci as outras cores
não era sustentável pra mim organizá-lo


E o amarelo que parecia ouro
quase coloquei no lugar,
mas por ele estraguei o verde 
e fiquei de novo a embaralhar


O branco era a minha paz
Ah! Como essa cor eu tentei concertar!
Mas corrigindo o branco estraguei o vermelho
Assim não tinha paz para amar.


Analisando esse cubo maldito
entendi o que acontece comigo.
Ajustei pelo menos o azul
e deixei quase tudo ruim.
aprendi que nem todas as cores são pra mim,
e que nem tudo se resolverá desse lado de cá.
Essa foi a única cor que ficou.
Esse azul eu chamei de céu.


Marcos André

quarta-feira, 20 de junho de 2012

SUSTENTABILIDADE IGNORADA

Não sabe quem não liga
não entende se não parar
nem sempre vê-los é enxergá-los
nunca sentirás se não se aproximar


Pessoas invisíveis para os que os ignoram.
As esmolas ofertadas os destrói,
mas suas necessidades não lembradas
era a melhor oferta que não demos.


Não adiantaria matá-los
Quem iria chorar por eles?
Se desviarmos hoje o olhar,
amanhã suas armas nos farão chorar!


Lutar pelo verde é preciso
Mas quem luta pelos acinzentados?
Pobres e viciados, que ficam mais cinzas
quando fechamos o vidro do carro.


Ninguém salvará o planeta 
se primeiro não pensar na sustentabilidade deles,
dos sete bilhões de animais em extinção
O bicho mais ignorante de todos:
o homem.


Marcos André

quinta-feira, 7 de junho de 2012

RIO DE LÁGRIMAS

Eram águas que passavam 
sobre as maçãs avermelhadas
chegando em minha boca 
limpando a expressão envergonhada


O rio que desaguou foi o suficiente
pra levar embora toda a mágoa
e limpar toda a sujeira acumulada
acumulada nos anos de estrada.








No dia em que ele rompeu em mim
tentava eu segurar sua enxurrada
Mas a fonte de minha única tristeza
brotava da alma, cada vez mais água.


Como águas desse rio que vem e que passa
e nunca mais nesse leito retornarão.
derramei também as mesmas águas 
por aqueles que nunca mais voltarão.


Como o rio que vai ao mar a desaguar
encontrando outros rios que desaguam por lá.
Achei também outros bons amigos
que choravam juntos a dor de amar.


Assoreado está em mim esse rio
pois não se chora sempre a mesma dor.
Não correrá sempre igual no mesmo leito,
não consigo mais chorar a perda ou o desamor. 


Marcos André