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"SÓ SE LEMBRARÁ QUEM HOJE VIVER. SÓ HAVERÁ HISTÓRIA AMANHÃ SE HOJE VOCÊ A ESCREVER"

sábado, 31 de março de 2012

O CARA

Meu pai só andava suado
todo dia estava cansado
e na comunidade tinha o cara
sempre limpo e bem arrumado


Era o cara que mandava no bairro
Festa não tinha, sem a ordem do cara.
Meu pai só mandava em casa
mas sempre respeitando o que mamãe falava.


Meu pai pegava o trem lotado
todo dia ralava no trabalho
e o cara andava de carro importado
sempre com uma mina do lado


O cara andava de arma prateada.
E sempre tinha no bolso dinheiro
O mais prateado que meu pai tinha
era marmita com a comida do dia inteiro.


Eu queria ter sido como o cara
Pois a vida de papai não emocionava.
O governo até que tentava
mas era o cara quem me impressionava.


Mas um dia uma bala achou o cara
e ele desceu o morro ensacado 
e papai continuou sua vida
o cara partiu para o outro lado


O cara foi tão depressa esquecido
e os cabelos brancos de papai pedem respeito,
pois das lições de lutas de sua vida,
descobri que meu pai é o verdadeiro cara
e eu quero ser como ele todos meus dias.


Marcos André

domingo, 25 de março de 2012

O PREÇO DE UMA AMIZADE

Na quebra de alianças
Chorei a tua meu amigo
a forte dor de afiadas palavras,
e boas lembranças que tinha contigo.


Mas que valor ganhaste pelo motivo
que o fez aplicar força na punhalada.
Logo você meu chegado amigo
a quem eu ouvia, com quem eu contava.


Eficaz e poderoso foi o golpe,
porque me apanhou desprevenido,
pois jamais pensei que fosse tu.
Se soubesse teria me protegido


Pra você confidenciei 
e pra você emprestei o ouvido
quando também cedia meu ombro.
Em qual ombro encosto agora?
Se o melhor de todos os ombros
era o ombro teu, meu melhor amigo.


Meu perdão é teu meu amigo
e a retribuição não virá de minha mão.
Porém a confiança será como uma casa
que derrubada leva tempo a ser restaurada.
E quando pronta e acabada,
alegremente, quero de novo ocupá-la. 


Marcos André

quarta-feira, 14 de março de 2012

ACRÓSTICO DE AMOR 2

Assim que orei por você
Disse que te queria feliz.
Reconheci o que ninguém vê.
Imaginei você alegre
A pesar das lutas que se tem
Na verdade assim você cresce
Às vezes eu cresço também.

Assim que orei em nossa casa
Lamentei nunca poder te dizer
Você viu que não sei usar palavra
Especialmente olhando pra você.
Sem saber dizer, como és amada.


Para uma filha querida.

Marcos André

sábado, 10 de março de 2012

ACRÓSTICO DE AMOR

Tantas vezes você cantou pra mim
Havia dificuldades de ouvir-te
Ainda mais tão ocupado assim
Imerso em tantos prolemas.
Sem te perceber você aqui.

Amizade de quando nova
Lamentável por demais
Você precisava éra de amigo
E eu tentava ser um pai
Sei agora, ser mais do que isso.


Te amo!
de um pai amigo.

Para uma filha querida.

Marcos André

terça-feira, 6 de março de 2012

SOLIDÃO DE ESTAR JUNTO


Tem um tipo de solidão
que ninguém gosta
mas quase todos a tiveram
Aquela de quem não está só

Quando todos te cercam,
mas ninguém te encontra.
Quando parecem contar contigo
mas não conta com ninguém.

Como estar no meio de todos
sem no entanto ser visto.
Estar junto mas não ser contado,
Nem visto, nem lembrado. 



Tantos sentimentos guardados
sem ninguém para ouví-los.
Sem ninguém para chorá-los
mas todos estão do seu lado.

Só é percebido quando falta
quando não ajuda, quando falha.
Os erros aparecem mais
do que o esforço de ecertar.

É a solidão de tantos amigos
que cheios de amizades
não se fazem conhecidos.

Até o dia que ouvirem:
Senta comigo, conta pra mim!
Ou então lhe dirão tarde demais:
Por que não falou comigo?

Ou talvez nunca saberão,
Pois é tão difícil de explicar.

Marcos André

sábado, 3 de março de 2012

O FIM DA LUTA


Quando chegou o Senhor na adversidade?
Em qual das lutas aprendi com Ele?
Se era sempre os mesmas dificuldades
que falavam alto em minha vida.


Sem que fizessem conserto de verdade,
mas que sempre me dobrava.
Olhando via com olhos de ruindade
pior a cada prova era como ficava.

Mas numa das tardes Ele passou aqui
Então não pedia mais o fim de luta.
Dobrei os joelhos de adoração;
lágrimas de agradecimento
e gemidos de louvor.

De repente o cenário foi enrolado
como papel de parede recolhido
e por baixo via outra imagem.

As palavras duras eram agora leves e agradáveis
Os dedos que acusavam eram mãos estendidas.
As ofensas viraram motivação.

Mas olhando firmemente
vi que eram as mesmas pessoas
e que estava na mesma luta.
e que nada tinha mudado ao redor.

Era eu agora vendo de outra forma.
Por outro ângulo;
Com outros olhos.

Entendi que o mundo nunca muda,
mas eu é que tenho que mudar para o mundo.

Marcos André - Professor